Alopecia frontal fibrosante

A alopecia frontal fibrosante é um tipo de queda de cabelo de caráter cicatricial, ou seja, com perda definitiva dos folículos pilosos. É uma doença relativamente nova, pois foi descrita pela primeira vez em 1994 (um pouco mais de 20 anos). A maioria dos casos ocorre nas mulheres, após a menopausa, com média de idade de 65 anos.

É uma doença inflamatória causada por linfócitos que acontece no folículo piloso (raiz do pelo). Como consequência dessa inflamação, ocorre cicatrização do tecido, que é substituído por tecido fibroso, o que faz com que o fio caia e não volte a crescer.  Não se sabe o que leva a essa inflamação, mas acredita-se que esteja ligada a fatores ambientais. Existe também uma hipótese ligada a alteração hormonal, uma vez que predomina em mulheres na pós menopausa.

O primeiro sinal notado pelas pacientes é a perda de fios da sobrancelha, que se tornam falhadas e incompletas. Algumas notam que a testa está mais alta, uma vez que ocorre perda progressiva dos cabelos na linha de implantação. Estes sinais podem ser acompanhados de sintomas como ardor, dor, sensibilidade e coceira. Pode acometer outras áreas do corpo, como região da barba, axilas e região íntima.

Não há cura para essa doença, no entanto é possível controlar sua progressão e atividade. O tratamento em geral é realizado com medicações orais, associada ao tratamento tópico. O tratamento vai depender da gravidade e do avanço da doença. O mais importante é o diagnóstico precoce que permite o inicio do tratamento antes que ocorre perda importante dos cabelos, pois o objetivo do tratamento é não deixar a doença evoluir.

Por isso, toda queda de cabelo deve ser avaliada por um médico dermatologista, para que um correto diagnóstico seja estabelecido.